COMEÇOS E FINAIS: o mito budista da ascensão e desaparecimento do mundo

É comum no Ocidente ouvirmos que o budismo não fala sobre o início ou o fim do mundo. É verdade que as antigas escrituras budistas não dão destaque para o tema, mas há dois suttas em especial que formam uma espécie de "cosmologia" e "escatologia" budistas: o sutta Agañña e o sutta Cakkavatti, respectivamente. Muito mais do que meras previsões sobre o futuro ou explicações sobre as origens do universo, esses textos apresentam uma riqueza de detalhes e informações sobre o budismo que podem passar despercebidas ao leitor desatento. Neles, Buda fala sobre questões sociais e políticas, defende propriedades coletivas, justiça social, políticas públicas para os pobres, participação política das massas, dentre outras coisas. Isso se dá porque o Buda privilegia uma teoria do contrato social em detrimento do conceito de direito divino que era comum na Índia de sua época. Buda utiliza essas imagens cósmicas e apocalípticas como uma analogia para o desenvolvimento histórico da humanidade e propõe o Buda-Dhamma como um sistema que pode impedir, retardar ou até mesmo reverter a degradação da humanidade. Nesse sentido, a Sangha é a expressão máxima da ideia do Buda sobre a convivência social harmoniosa. O papel do budismo, nesse sentido, é servir de contraponto ao contínuo ciclo cósmico de destruição e reaparecimento da Samsara.

A Arte da Vida Leiga (Parte VI)

A maior parte dos ensinamentos do Buda foi dada a monásticos. Mas e quanto aos praticantes leigos? Nessa série de estudos que o blog Budismo & Sociedade está publicando semanalmente, o Bhikkhu Cintita Dinsmore discorre sobre a arte de viver do budista leigo. Nesse sexto de dez capítulos, o autor chama a atenção para o papel que a mídia (TV, internet, etc) tem sobre nossas vidas. Ser budista inclui saber lidar com a mídia de maneira muito sábia e produtiva.

A Arte da Vida Leiga (Parte V)

A maior parte dos ensinamentos do Buda foi dada a monásticos. Mas e quanto aos praticantes leigos? Nessa série de estudos que o blog Budismo & Sociedade está publicando semanalmente, o Bhikkhu Cintita Dinsmore discorre sobre a arte de viver do budista leigo. Nesse quinto de dez capítulos, o autor chama a atenção para a importante iniciativa de rejeitar aquilo que não traz benefícios ao caminho. Segundo o monge, os preceitos e o modo de vida correto (um dos elos do Caminho Óctuplo) são uma fundamental base que o budismo oferece para a eliminação de elementos que atrapalham nossa jornada espiritual.

O ensinamento do Buda e seus impactos econômicos

De Prof. Manik Lal Shrestha, Gorkhapatra, Nov 4, 2007 Kathmandu, Nepal -- Os ensinamentos e pensamentos do Buda são frequentemente descritos como pensamentos dialético-filosóficos, religião pacifista e ensinamentos estóicos. Fredreich Engels, co-autor de "O Manifesto Comunista", chamou o Buda "um dentre os primeiros dialéticos na história da humanidade". Todas as descrições são sobre os aspectos [...]

A Arte da Vida Leiga (Parte II)

A maior parte dos ensinamentos do Buda foi dada a monásticos. Mas e quanto aos praticantes leigos? Nessa série de estudos que o blog Budismo & Sociedade está publicando semanalmente, o Bhikkhu Cintita Dinsmore discorre sobre a arte de viver do budista leigo. Nesse segundo de dez capítulos, o monge explica que uma "vida monástica" também pode ser praticada pelo leigo e que isso significa que leigos também podem ter uma vida de renúncia adaptada ao seu estilo de vida. Apesar da palavra "renúncia"causar receio em ocidentais, ele explica que é importante o leigo realizar, em alguma medida, renúncias mentais e físicas.

A Arte da Vida Leiga (Parte I)

A maior parte dos ensinamentos do Buda foi dada a monásticos. Mas e quanto aos praticantes leigos? Nessa série de estudos que o blog Budismo & Sociedade começa a publicar semanalmente hoje, o Bhikkhu Cintita Dinsmore discorre sobre a arte de viver do budista leigo. Nesse primeiro de dez capítulos, o monge explica que o budismo é uma religião que permite diversas formas de práticas e que não há um modelo único e exclusivo para os leigos praticarem o Dhamma. Entretanto, ele afirma também que a prática budista se dá a todo instante, não havendo uma separação entre praticar o budismo e realizar outras atividades. Quando se realiza "outras atividades" também devemos praticar o budismo, pois nosso kamma (carma) se manifesta a todo momento.

Visões distorcidas do budismo: agnóstica e ateísta

O budismo é compatível com o ateísmo secularista? Segundo Stephen Batchelor, sim. Ele escreveu o livro Confissões de um ateu budista, que causou muita polêmica na comunidade budista. Neste texto, B. Alan Wallace critica a prática do budismo sem crenças religiosas, o que gerou uma resposta de Batchelor. O Blog Budismo & Sociedade traduziu a crítica de Wallace e a resposta de Batchelor.