A Arte da Vida Leiga (Parte VIII)

A maior parte dos ensinamentos do Buda foi dada a monásticos. Mas e quanto aos praticantes leigos? Nessa série de estudos que o blog Budismo & Sociedade está publicando semanalmente, o Bhikkhu Cintita Dinsmore discorre sobre a arte de viver do budista leigo. Nesse oitavo de dez capítulos, o autor nos sugere incluir em nossa vida cotidiana rituais e plena atenção.

A Arte da Vida Leiga (Parte VII)

A maior parte dos ensinamentos do Buda foi dada a monásticos. Mas e quanto aos praticantes leigos? Nessa série de estudos que o blog Budismo & Sociedade está publicando semanalmente, o Bhikkhu Cintita Dinsmore discorre sobre a arte de viver do budista leigo. Nesse sétimo de dez capítulos, o autor nos sugere incluir em nossa vida cotidiana rituais de devoção. A devoção, tão fora de moda no Ocidente, ajuda nossa mente a encontrar pequenos contentamentos para além de uma vida utilitarista. Isso é o que ele chama de tratar os elementos da vida como um hobby, ou seja, encontrar contentamento servindo aos outros, ao invés de procurar vantagens para si mesmo. A devoção, portanto, faz com que a gente busque servir ao invés de ser servido. Se tratarmos nosso casamento como um hobby, por exemplo, ele nos trará contentamento sem precisarmos esperar que ele nos dê alguma vantagem utilitarista.

Sobre não-eu, existência e estratégias ontológicas

O conceito de anatta é o mais original e, talvez, o mais polêmico do budismo. É difícil realizar a ideia de não-Eu, pois nosso Ego se apega à crença de que existimos eternamente. Dessa forma, ao longo da história, tentativas disfarçadas de introduzir uma ideia de Atta dentro do budismo foram feitas. Num recente debate dentro da comunidade Theravada, o monge estadunidense Ajahn Thanissaro tem afirmado que Anatta não é uma afirmação ontológica, apenas uma estratégia de prática. Neste texto, o monge australiano Ajahn Sujato critica essa posição e argumenta em favor da visão clássica de que Anatta é uma afirmação ontológica.

COMEÇOS E FINAIS: o mito budista da ascensão e desaparecimento do mundo

É comum no Ocidente ouvirmos que o budismo não fala sobre o início ou o fim do mundo. É verdade que as antigas escrituras budistas não dão destaque para o tema, mas há dois suttas em especial que formam uma espécie de "cosmologia" e "escatologia" budistas: o sutta Agañña e o sutta Cakkavatti, respectivamente. Muito mais do que meras previsões sobre o futuro ou explicações sobre as origens do universo, esses textos apresentam uma riqueza de detalhes e informações sobre o budismo que podem passar despercebidas ao leitor desatento. Neles, Buda fala sobre questões sociais e políticas, defende propriedades coletivas, justiça social, políticas públicas para os pobres, participação política das massas, dentre outras coisas. Isso se dá porque o Buda privilegia uma teoria do contrato social em detrimento do conceito de direito divino que era comum na Índia de sua época. Buda utiliza essas imagens cósmicas e apocalípticas como uma analogia para o desenvolvimento histórico da humanidade e propõe o Buda-Dhamma como um sistema que pode impedir, retardar ou até mesmo reverter a degradação da humanidade. Nesse sentido, a Sangha é a expressão máxima da ideia do Buda sobre a convivência social harmoniosa. O papel do budismo, nesse sentido, é servir de contraponto ao contínuo ciclo cósmico de destruição e reaparecimento da Samsara.

A Arte da Vida Leiga (Parte VI)

A maior parte dos ensinamentos do Buda foi dada a monásticos. Mas e quanto aos praticantes leigos? Nessa série de estudos que o blog Budismo & Sociedade está publicando semanalmente, o Bhikkhu Cintita Dinsmore discorre sobre a arte de viver do budista leigo. Nesse sexto de dez capítulos, o autor chama a atenção para o papel que a mídia (TV, internet, etc) tem sobre nossas vidas. Ser budista inclui saber lidar com a mídia de maneira muito sábia e produtiva.

A Arte da Vida Leiga (Parte V)

A maior parte dos ensinamentos do Buda foi dada a monásticos. Mas e quanto aos praticantes leigos? Nessa série de estudos que o blog Budismo & Sociedade está publicando semanalmente, o Bhikkhu Cintita Dinsmore discorre sobre a arte de viver do budista leigo. Nesse quinto de dez capítulos, o autor chama a atenção para a importante iniciativa de rejeitar aquilo que não traz benefícios ao caminho. Segundo o monge, os preceitos e o modo de vida correto (um dos elos do Caminho Óctuplo) são uma fundamental base que o budismo oferece para a eliminação de elementos que atrapalham nossa jornada espiritual.

A Arte da Vida Leiga (Parte IV)

A maior parte dos ensinamentos do Buda foi dada a monásticos. Mas e quanto aos praticantes leigos? Nessa série de estudos que o blog Budismo & Sociedade está publicando semanalmente, o Bhikkhu Cintita Dinsmore discorre sobre a arte de viver do budista leigo. Nesse quarto de dez capítulos, o autor destaca que quando escolhemos um estilo de vida, nos esquecemos que nossas atitudes desencadeiam uma série de reações. Ou seja, quando fazemos escolhas, temos que pensar na complexa rede de eventos que nossas escolhas nos colocam. Trata-se do ensinamento de Origem Dependente (paṭiccasamuppāda). Dessa forma, o monge afirma que sem entender as ligações causais entre as coisas, o praticante budista não pode saber o que trazer para sua vida para obter determinado resultado. O praticante leigo, portanto, deve estudar o Samsara para poder ajustar seu estilo de vida de acordo com o que descobrir.

Do porquê podemos ter certeza de que Deus não existe

A opinião de um monge budista, Bhante Sujato, sobre Deus: "Se estivermos interessados em nos mover além da razão, não há necessidade de invocar um conjunto de crenças teístas; o Buda mostrou isso há 2500 anos. O importante é a expansão da consciência e, para isso, Deus é irrelevante".

A Arte da Vida Leiga (Parte III)

A maior parte dos ensinamentos do Buda foi dada a monásticos. Mas e quanto aos praticantes leigos? Nessa série de estudos que o blog Budismo & Sociedade está publicando semanalmente, o Bhikkhu Cintita Dinsmore discorre sobre a arte de viver do budista leigo. Nesse terceiro de dez capítulos, o monge destaca que um praticante leigo deveria cultivar certos valores budistas em sua vida, a saber: Convicção, Virtude, Generosidade e sabedoria. A partir de então, ele ou ela pode refletir sobre os valores que coloca como centrais em sua vida. Nesse processo, o autor nos convida a fazer uma lista de coisas que consideramos realmente importantes em nossas vidas e depois confrontar o resultado com os valores defendidos pelo Buda.

O ensinamento do Buda e seus impactos econômicos

De Prof. Manik Lal Shrestha, Gorkhapatra, Nov 4, 2007 Kathmandu, Nepal -- Os ensinamentos e pensamentos do Buda são frequentemente descritos como pensamentos dialético-filosóficos, religião pacifista e ensinamentos estóicos. Fredreich Engels, co-autor de "O Manifesto Comunista", chamou o Buda "um dentre os primeiros dialéticos na história da humanidade". Todas as descrições são sobre os aspectos [...]