O mito do silêncio de Buda

De Bhante Dhammika O que é muitas vezes referido como o silêncio de Buda tornou-se algo quase proverbial e tem sido amplamente comentado por escritores populares e acadêmicos. Alguns afirmaram que o Buda permaneceu em silêncio quando lhe perguntaram sobre a realidade última porque ele queria evitar a especulação ociosa, porque ele era agnóstico ou [...]

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Uma resposta budista a Deus: uma crítica ao debate entre William Lane Craig e Sam Harris

É preciso acreditar em Deus para ter uma base ética sólida? Para muitas pessoas, Deus é a fonte única e primordial da Moral e da Ética. Teístas costumam argumentar que pessoas sem Deus estariam livres e inculpáveis de praticarem atos danosos à sociedade. Se isso for verdade, os budistas (sendo não-teístas) não teriam base alguma para constituírem uma ética própria. Neste texto, Craig S. Shoemake não só argumenta que depositar a Moral em Deus seria um equívoco, como também afirma que o Buda histórico teria proposto uma base mais consistente para a ética e a moral sem precisar recorrer a divindades. Segundo o autor, a ética (Sila) budista se baseia em diminuir o sofrimento em nós mesmos e nos outros através do cultivo de ações mentais, verbais e físicas consideradas hábeis.

A política dos genitais do Buda

Neste texto, Ajahn Sujato - um dos principais tradutores do Páli na modernidade - discorre sobre um tema largamente ignorado: a genitália do Buda. O Cânone antigo enfatiza que o Buda Gotama possuía 32 marcas especiais que o tornavam distinto. Uma delas é que ele não teria um pênis normal. Sujato acredita que o relato sobre as 32 marcas, como qualquer outro mito, possui um significado latente, e apresenta a tese de que essa informação sobre a genitália do Buda sugere a ideia de que quem atingiu o Despertar está além da binaridade de gênero.

Visões distorcidas do budismo: agnóstica e ateísta

O budismo é compatível com o ateísmo secularista? Segundo Stephen Batchelor, sim. Ele escreveu o livro Confissões de um ateu budista, que causou muita polêmica na comunidade budista. Neste texto, B. Alan Wallace critica a prática do budismo sem crenças religiosas, o que gerou uma resposta de Batchelor. O Blog Budismo & Sociedade traduziu a crítica de Wallace e a resposta de Batchelor.

O que o Buda pensava sobre as mulheres?

Em nenhum dos três ramos do budismo asiático as mulheres têm igualdade em relação aos homens. Na Theravada, a ordem feminina de monjas fora extinta até recentemente e não é plenamente reconhecida. No budismo tibetano Vajrayana, a situação é parecida, com o Dalai Lama afirmando que a decisão de restabelecer a ordem feminina é da Sangha e não dele pessoalmente. Mesmo na mahayana do leste asiático, onde a ordem feminina sobreviveu, são geralmente os homens na liderança dos grandes templos e ou organizações. Neste belíssimo texto, Bhikkhu Cintita revisita a Vinaya para dizer o que o Buda pensava sobre as mulheres e a ordenação feminina.

Porque os budistas deveriam ser vegetarianos

Apesar de Buda ter comido carne, Ajahn Sujato pondera sobre as implicações de ser vegetariano tendo em vista o contexto do mundo moderno. Ele afirma que Sila (ética) vai além do Kamma (ação) e argumenta que a preocupação ética do budista, portanto, deve extrapolar a preocupação cármica.

Sabedoria acima da justiça

Neste texto, Thanissaro Bikkhu reflete sobre a ação social dos budistas. Segundo ele, a ideia de justiça como fundamento absoluto é eminentemente ocidental e cristã. Ele propõe que a busca por melhores condições sociais, do ponto de vista budista, seja implementada a partir da noção de sabedoria e de méritos.

Porque os budistas deveriam apoiar o casamento igualitário

Muitos budistas tem se posicionado sobre a homossexualidade e o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas raramente se fala sobre o que o próprio Buda disse a respeito. Neste texto, Ajahn Sujato examina no Cânone Páli o que Buda Gotama falou sobre o tema tanto nos Suttas quanto na Vinaya.