Sobre não-eu, existência e estratégias ontológicas

O conceito de anatta é o mais original e, talvez, o mais polêmico do budismo. É difícil realizar a ideia de não-Eu, pois nosso Ego se apega à crença de que existimos eternamente. Dessa forma, ao longo da história, tentativas disfarçadas de introduzir uma ideia de Atta dentro do budismo foram feitas. Num recente debate dentro da comunidade Theravada, o monge estadunidense Ajahn Thanissaro tem afirmado que Anatta não é uma afirmação ontológica, apenas uma estratégia de prática. Neste texto, o monge australiano Ajahn Sujato critica essa posição e argumenta em favor da visão clássica de que Anatta é uma afirmação ontológica.

Anúncios

Do porquê podemos ter certeza de que Deus não existe

A opinião de um monge budista, Bhante Sujato, sobre Deus: "Se estivermos interessados em nos mover além da razão, não há necessidade de invocar um conjunto de crenças teístas; o Buda mostrou isso há 2500 anos. O importante é a expansão da consciência e, para isso, Deus é irrelevante".

A política dos genitais do Buda

Neste texto, Ajahn Sujato - um dos principais tradutores do Páli na modernidade - discorre sobre um tema largamente ignorado: a genitália do Buda. O Cânone antigo enfatiza que o Buda Gotama possuía 32 marcas especiais que o tornavam distinto. Uma delas é que ele não teria um pênis normal. Sujato acredita que o relato sobre as 32 marcas, como qualquer outro mito, possui um significado latente, e apresenta a tese de que essa informação sobre a genitália do Buda sugere a ideia de que quem atingiu o Despertar está além da binaridade de gênero.

Porque os budistas deveriam ser vegetarianos

Apesar de Buda ter comido carne, Ajahn Sujato pondera sobre as implicações de ser vegetariano tendo em vista o contexto do mundo moderno. Ele afirma que Sila (ética) vai além do Kamma (ação) e argumenta que a preocupação ética do budista, portanto, deve extrapolar a preocupação cármica.

Porque os budistas deveriam apoiar o casamento igualitário

Muitos budistas tem se posicionado sobre a homossexualidade e o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas raramente se fala sobre o que o próprio Buda disse a respeito. Neste texto, Ajahn Sujato examina no Cânone Páli o que Buda Gotama falou sobre o tema tanto nos Suttas quanto na Vinaya.

Contentamento e esperança: ou porquê Paul Williams está errado sobre o budismo

Resposta do monge australiano Ajahn Sujato às críticas de Paul Williams, ex-budista convertido ao catolicismo. Williams afirma que o budismo não traz esperanças para os seus praticantes, em oposição ao cristianismo. Sujato argumenta que o budismo não foca na esperança porque ensina o caminho do amadurecimento que dispensa a fé na esperança e finca raízes no presente e na realidade.

A comunidade budista deveria se engajar em ativismos sociais? Confira nesta entrevista com Ajahn Sujato.

Em dezembro de 2016, Ajahn Sujato concedeu uma entrevista a Raymond Lam, escritor sênior do site Buddhistdoor. O monge, engajado politicamente, falou sobre várias questões sociais contemporâneas, incluindo: ambientalismo, política e direito das bhikkhunis. Confira abaixo: Uma tarde com Ajahn Sujato: coragem pessoal e a restauração do objetivo moral da Sangha por Raymond Lam O alto [...]