A Arte da Vida Leiga (Parte 1)

A maior parte dos ensinamentos do Buda foi dada a monásticos. Mas e quanto aos praticantes leigos? Nessa série de estudos que o blog Budismo & Sociedade começa a publicar semanalmente hoje, o Bhikkhu Cintita Dinsmore discorre sobre a arte de viver do budista leigo. Nesse primeiro de dez capítulos, o monge explica que o budismo é uma religião que permite diversas formas de práticas e que não há um modelo único e exclusivo para os leigos praticarem o Dhamma. Entretanto, ele afirma também que a prática budista se dá a todo instante, não havendo uma separação entre praticar o budismo e realizar outras atividades. Quando se realiza "outras atividades" também devemos praticar o budismo, pois nosso kamma (carma) se manifesta a todo momento.

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Uma resposta budista a Deus: uma crítica ao debate entre William Lane Craig e Sam Harris

É preciso acreditar em Deus para ter uma base ética sólida? Para muitas pessoas, Deus é a fonte única e primordial da Moral e da Ética. Teístas costumam argumentar que pessoas sem Deus estariam livres e inculpáveis de praticarem atos danosos à sociedade. Se isso for verdade, os budistas (sendo não-teístas) não teriam base alguma para constituírem uma ética própria. Neste texto, Craig S. Shoemake não só argumenta que depositar a Moral em Deus seria um equívoco, como também afirma que o Buda histórico teria proposto uma base mais consistente para a ética e a moral sem precisar recorrer a divindades. Segundo o autor, a ética (Sila) budista se baseia em diminuir o sofrimento em nós mesmos e nos outros através do cultivo de ações mentais, verbais e físicas consideradas hábeis.